

Transformar o design em uma ferramenta de desenvolvimento econômico, ampliar a formação de profissionais e aproximar a criatividade de quem nem sempre tem acesso a esse universo. Esses são alguns dos objetivos do Festival Capixaba de Design, que segue até sábado (17), no Cais das Artes, em Vitória.
Realizado pelo Balaio Design + Estratégia, o evento reúne palestras, painéis, talks, workshops, feira de marcas e atividades culturais. A proposta é conectar profissionais, estudantes, empresas e público interessado em design, além de ampliar o alcance das discussões para além do mercado especializado.
O festival é gratuito e os ingressos podem ser retirados neste link.
Um dos idealizadores do festival, Chico Ribeiro explica que a iniciativa nasceu da vontade de compartilhar com o mercado capixaba experiências acumuladas pelo Balaio ao longo de duas décadas, incluindo viagens internacionais dedicadas ao design, bienais realizadas pelo Brasil e atividades de capacitação.
Trouxemos para cá conteúdos e diálogos que possam enriquecer a capacitação dos profissionais e estudantes do mercado do Espírito Santo.
Chico Ribeiro
Para ele, o festival tem dois pilares principais. O primeiro é reconhecer o design como protagonista do desenvolvimento econômico do Estado. O segundo é oferecer capacitação gratuita e de qualidade, aproximando o público de profissionais com experiências nacionais e internacionais.
Experiência de mercado e formação gratuita
A programação foi construída, segundo Ribeiro, para reunir experiências capazes de mostrar a diversidade de aplicações do design, desde a construção de marcas até projetos ligados ao desenvolvimento de territórios.
Entre os convidados estão profissionais que atuam em áreas como branding, moda, fotografia, design de produto, cultura visual e tecnologia.
O line-up conta com nomes como Arnaldo Bastos, da FutureBrand São Paulo; Vanessa Queiroz, do Estúdio Colletivo; Thalita Carvalho; e Lucas Pinhel, fotógrafo, filmmaker e diretor criativo que iniciou sua trajetória como estagiário do Balaio.

Trouxemos ele de Nova Iorque para que pudesse falar um pouco sobre essa trajetória e impulsionar o surgimento de mais ‘Lucas Pinheis’ no Estado.
Chico Ribeiro
Além das palestras no auditório, o festival promove discussões na arena sobre temas como moda, marca e território, além de workshops e uma feira com seis marcas ligadas ao design. O espaço também oferece a oportunidade de apresentar produtos, estabelecer contatos e alcançar novos públicos.
Festival também quer chegar à comunidade
A proposta do evento vai além da capacitação de quem já trabalha com design ou pretende ingressar na área. A organização ampliou o formato inicialmente planejado para incluir atividades na praça do Cais das Artes e promover uma aproximação com moradores do entorno, especialmente da comunidade de Jesus de Nazareth.
A iniciativa busca facilitar o acesso às atividades e permitir que pessoas que normalmente não participam desse tipo de programação tenham contato com novas experiências culturais e profissionais.
Ribeiro conta que o festival já abriu espaço para iniciativas locais, como a apresentação de um DJ da região na quinta-feira (15). A intenção é ampliar essas oportunidades e mostrar que o design também pode fazer parte da realidade de quem vive fora dos circuitos tradicionais do setor.
Acredito que, por meio desse acesso, elas possam mudar suas expectativas em relação à vida profissional e pessoal. Eu me enxergo 20 anos atrás. Eu era um moleque de comunidade. E saí de lá por causa da educação e da cultura.
Chico Ribeiro
Segundo ele, o Balaio procura manter esse compromisso ao aceitar convites para palestras, workshops e conversas com jovens profissionais e estudantes. A ideia é contribuir para a formação de quem está começando e ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento.
Programação segue até sábado

Depois da abertura na quinta-feira (15), o Festival Capixaba de Design continua nesta sexta-feira (16) e no sábado (17), com atividades das 9h às 20h.
Nesta sexta, a programação inclui palestras sobre cores e tendências, identidade visual, criatividade, branding e desenvolvimento territorial. Também estão previstos debates sobre moda e design, transformação por meio do design e projeção mapeada, além de workshops e atividades sobre inteligência artificial.
No sábado, os temas passam por design de produto, economia circular, cultura de marca, fotografia e identidade. Entre os destaques estão as palestras de Samuel Pirondi, da Converse/Coopershoes Brasil, Juliana Lisboa, Felipe Gama e Lucas Pinhel, além de um painel sobre a relação entre design, café e identidade capixaba.
As atividades estão distribuídas entre o auditório, a arena na praça e o espaço de workshops. Enquanto o auditório concentra palestras, a praça recebe painéis, encontros e ações culturais abertas ao público.
Ideia é manter o festival no calendário capixaba
A primeira edição do Festival Capixaba de Design foi viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), com apoio do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Cultura. A organização estima receber entre 1.800 e 2 mil pessoas ao longo dos três dias.
Para Ribeiro, a expectativa é que o festival se consolide como um encontro anual dedicado ao design no Espírito Santo, com conteúdo de qualidade e acesso gratuito.
Vamos fazer isso ano após ano, tentando criar, daqui para frente, um momento do design no calendário capixaba, com muita efervescência, qualidade e conteúdo, sempre de forma gratuita e acessível.
Chico Ribeiro
Serviço: Festival Capixaba de Design — FestDesign 2026
https://www.folhavitoria.com.br/cultura/eventos/festival-gratuito-no-cais-das-artes-pode-abrir-novos-caminhos-para-jovens-do-es/
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