

Recém-eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores e, portanto, reinserido na cena política paraibana com broche influente, o ex-governador Ricardo Coutinho revela o propósito de priorizar o cumprimento do mandato que foi buscar nas urnas este ano, dedicando-se ao debate dos temas nacionais e à defesa das reivindicações de interesse da Paraíba e do Nordeste na Câmara. Em função disso, comentou que não está no seu radar a cogitação de voltar a disputar a prefeitura de João Pessoa em 2028. Numa entrevista à rádio Arapuan, defendeu que o PT e as forças democráticas invistam na formação de novos quadros, mencionando como exemplos o deputado eleito Flávio Brasileiro, que é arquiteto, e a deputada reeleita Cida Ramos, presidente do diretório estadual petista. Sobre Campina Grande, sugeriu uma aliança entre forças do campo progressista sob a liderança do senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e da deputada estadual eleita Jô Oliveira, do PCdoB.
Na verdade, Ricardo não descarta inteiramente a hipótese de encarar uma candidatura na Capital e é certo que terá forte influência na definição dos rumos do partido, ou com candidatura própria ou mediante aliança, já que é voz respeitada dentro do PT e interlocutor privilegiado junto ao presidente Lula e à cúpula nacional petista, sem falar na densidade eleitoral conquistada no maior reduto do Estado. No momento, ele está empenhado na mobilização suprapartidária para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato das forças de direita e, segundo ele, “do retrocesso”. Considera que a “acomodação” do PT na recente disputa contribuiu para a derrota do mandatário no primeiro turno, mas se disse otimista com a ampla movimentação que vem ocorrendo em diferentes localidades para dar a Lula a oportunidade de concluir reformas que tem implantado na atual gestão.
Coutinho entende que segmentos formadores de opinião da sociedade estão acordando para a realidade e para a necessidade de impedir que forças políticas comprometidas com teses fascistas tenham êxito no projeto de retomar o poder, citando que a experiência do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, foi desastrosa para a população brasileira. De acordo com o ex-governador, a continuidade de Lula é a garantia de preservação das conquistas e dos avanços sociais e econômicos que foram dilapidados no único mandato de Bolsonaro. Para ele, tanto o presidente Lula como os aliados políticos estão revertendo progressivamente o panorama a partir de informações, inclusive, nas redes sociais, sobre o que foi perdido na gestão bolsonarista e que Lula está recuperando. “Essa comparação é fundamental por parte do eleitor, levando em conta as suas necessidades e as demandas que somente poderão ser atendidas com políticas públicas eficazes, de inclusão, como as inúmeras que têm caracterizado gestões do presidente Lula”, frisou.
Ricardo confirmou que está pessoalmente empenhado na mobilização deflagrada por cidades de várias regiões da Paraíba e ressalta que Flávio Bolsonaro só encontrou espaço para crescer porque concentrou seus votos no primeiro turno em regiões influentes, além de ter sido bafejado por fatores externos que prejudicaram Lula e o Partido dos Trabalhadores. Ricardo Coutinho foi eleito prefeito de João Pessoa por duas vezes, pela sigla do PSB, depois de não ter conseguido espaço dentro do PT local em 2004. Derrotou candidatos como os deputados Ruy Carneiro, hoje no Podemos, e João Gonçalves e, posteriormente, deu o grande salto elegendo-se governador da Paraíba em 2010 e se reelegendo em 2014. Na campanha eleitoral de 2018, liderou pesquisas de intenção de voto para uma vaga no Senado Federal mas preferiu permanecer no exercício do mandato até o final, segundo ele para eleger João Azevêdo, de quem se afastou, e derrotar Cássio Cunha Lima, que, de fato, ficou em quarto lugar no páreo.
Sem mandato, enfrentou denúncias do Ministério Público sobre suposto envolvimento na Operação Calvário, versando sobre desvio de recursos públicos. Ele reiterou que houve intensa perseguição por parte do Judiciário, especialmente do Gaeco. Foi essa perseguição que o motivou a assumir uma candidatura à Câmara Federal, bem como estímulos oriundos do presidente Lula e da ex-presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Reabilitado nas urnas, depois de ter sido liberado de processos judiciais e de ter enfrentado revezes em 2020 e 2022, Ricardo Coutinho continua detentor de uma visão lúcida sobre os problemas que dizem respeito à Paraíba e, particularmente, à Capital paraibana. Ele deu uma estocada no atual prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), que não anunciou posição no segundo turno da eleição presidencial. “Líder político não pode ficar em cima do muro, sobretudo em momentos decisivos”, ensinou Ricardo Coutinho.
https://www.polemicaparaiba.com.br/opiniao/ricardo-tera-influencia-nas-eleicoes-para-a-prefeitura-da-capital-por-nonato-guedes/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Merideños listos para la II Consulta Popular Nacional 2026
- ★Amazonas moviliza 62 circuitos comunales en segunda Consulta Popular 2026
- ★Ciclista Nelsy Gálvez falleció tras accidente en el velódromo Nelson Gálvez en Tinaquillo
- ★Destacan alta participación de la clase media en Consulta Popular Nacional
- ★Apure registra masiva participación con 100% de mesas activas en Segunda Consulta Popular Nacional 2026

