
A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) afirma, em declaração de outubro, que a derrota da extrema direita exige enfrentar sua podre base econômica, política e ideológica: o latifúndio. Assinada pela Comissão Nacional das LCPs e pela LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental, a nota denuncia o fortalecimento dos representantes latifundiários nas eleições e conclama à Revolução Agrária.
O documento rebate as ameaças de Flávio Bolsonaro (PL) de acabar com a LCP e denuncia que os bolsonaristas, como os sequazes Bruno Scheid e Fernando Máximo, se apresentam como “inimigos do sistema” enquanto defendem seus pilares: o latifúndio e a dominação imperialista.
A LCP também destaca a derrota eleitoral do “guaxebão” Régis Braguin, ex-comandante da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), que não foi eleito deputado federal. Braguin iniciou sua campanha com um vídeo em que dispara contra um bloco com a sigla da LCP. “Não vai para Brasília não! Vai ter que nos aguentar!”, responde a organização.
A declaração sustenta que a destruição do latifúndio se dará “pelas próprias mãos dos camponeses e com o apoio da classe operária e demais trabalhadores da cidade e a autodefesa armada das massas”. Define a LCP como “uma necessidade histórica e instrumento decisivo da Revolução Agrária”, organizada para conquistar a terra para os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra.
“A LCP entrega o que seu programa propõe e promete, destrói o latifúndio parte por parte e entrega a terra para os camponeses pobres”, afirma o documento. A organização ressalta que prossegue nessa luta apesar dos assassinatos de seus dirigentes, das prisões de companheiros e advogados e da campanha de criminalização: “mesmo com tudo isso nós seguimos em frente e vamos triunfar”.
Como exemplo, a declaração apresenta a produção da Área Paulo Bento, na região de Mirante da Serra (RO), com trabalho coletivo, lavouras e criação de animais. Segundo a LCP, essas famílias produzem em terra pública e enfrentam há mais de dez anos ameaças de despejo, além de ataques da pistolagem e perseguições do velho Estado. A nota contrapõe esse trabalho à propaganda dos latifundiários que se apresentam como “produtores rurais”.
À juventude que se mobiliza contra a extrema direita, a organização dirige um chamado para que as manifestações avancem além da disputa eleitoral. Critica o fracasso da política de conciliação que prometia conjurar o perigo fascista e conclama: “Que sirvam para engrossar as fileiras da Revolução Agrária”. Segundo a LCP, é nesse terreno que se aprofundará a luta de libertação social e nacional contra o imperialismo.
Leia abaixo a declaração na íntegra, em PDF.

ACERCA DEL CORRESPONSAL
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