
Pagar por um antivírus adicional pode ser desnecessário para quem usa o Windows 11. O sistema já inclui o Microsoft Defender, que obteve resultados máximos em testes independentes e oferece proteção contra ameaças comuns sem exigir uma assinatura.
Os pacotes pagos ainda podem compensar, mas o diferencial está nos recursos extras. VPN, gerenciadores de senhas e ferramentas contra golpes são úteis para alguns usuários, não necessariamente para todos.

Microsoft Defender evoluiu e oferece boa proteção
Em maio e junho de 2015, o antivírus da Microsoft recebeu apenas 0,5 ponto de um total de seis na avaliação do AV-Test. Nos testes de julho e agosto de 2026, alcançou a pontuação máxima.
O programa detectou 100% das ameaças em testes de ataques reais e de malwares disseminados. As médias do setor foram de 99,9% e 100%, respectivamente. Os resultados indicam uma evolução expressiva, embora testes independentes não garantam que todas as ameaças serão identificadas em qualquer computador.
Integrado à Segurança do Windows, o Defender verifica arquivos e aplicativos automaticamente e recebe atualizações de segurança. Também permite examinar arquivos individualmente ou iniciar verificações pelo próprio sistema.
O que os antivírus pagos oferecem?
Com a proteção básica já integrada ao Windows, os fabricantes passaram a destacar outros recursos. A preocupação não se limita a vírus: páginas falsas, mensagens fraudulentas e alertas enganosos também podem levar usuários a entregar senhas ou fazer pagamentos indevidos.
Os pacotes variam conforme a assinatura. O Norton 360 Deluxe, por exemplo, inclui VPN, controle parental e 50 GB de armazenamento na nuvem. Já o Malwarebytes oferece recursos adicionais contra ransomware e ataques que exploram vulnerabilidades em seu plano pago.
Essas ferramentas podem fazer diferença para quem precisa de proteção adicional. Antes de contratar um pacote, vale avaliar quais funções serão realmente utilizadas:
Quem precisa apenas de proteção contra vírus e malwares comuns provavelmente não terá motivo suficiente para pagar por todos esses recursos.

Quando vale a pena cancelar a assinatura?
O Microsoft Edge também contribui para a segurança com o SmartScreen, que verifica sites suspeitos e alerta sobre downloads potencialmente perigosos. Para uma checagem complementar, a versão gratuita do Malwarebytes permite procurar ameaças sem contratar o plano pago.
Há ainda a questão do desempenho. Em testes citados pela publicação original, uma verificação completa do Malwarebytes Premium reduziu a taxa de quadros de Cyberpunk 2077 de 87 para 75 FPS. Com o Bitdefender, a queda foi de 100 para 97 FPS. O impacto varia conforme o programa, a tarefa executada e o computador.
Outro detalhe é que instalar um antivírus de terceiros com proteção em tempo real geralmente desativa o Defender para evitar conflitos entre as ferramentas.
Para a maioria dos usuários, manter um antivírus pago por hábito não compensa. O Defender e as proteções do navegador oferecem uma alternativa gratuita para as necessidades mais comuns. Uma assinatura adicional faz sentido quando seus recursos extras resolvem problemas concretos — e não apenas porque vêm incluídos no pacote.
https://olhardigital.com.br/2026/10/20/seguranca/antivirus-pago-ainda-vale-a-pena-no-windows-em-2026/
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