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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram em sessão plenária nesta terça-feira (15), em sua maioria, contra julgar o ministro Alexandre de Moraes junto com André Mendonça no próximo dia 23. No entanto, a decisão é provisória, já que o voto de Flávio Dino, que havia se posicionado a favor do julgamento em conjunto, foi revogado após o magistrado pedir vista, ou seja, mais tempo para análise.
Votaram a favor do julgamento em conjunto: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Votaram contra o julgamento em conjunto: André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
O pedido foi feito pelo ministro Flávio Dino ao decano da corte, Gilmar Mendes, contestando o presidente Edson Fachin. Dino votou inicialmente a favor da medida, mas depois pediu vista, segundo ele, pela condução “degradante” de Fachin à frente da sessão e do STF. Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux anteciparam seus votos após o pedido de vista.
O ministro Cristiano Zanin acompanhou o entendimento do decano Gilmar Mendes e do ministro Flávio Dino ao votar pela reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Zanin defendeu que o encadeamento lógico dos atos processuais e a prévia oitiva da Procuradoria-Geral da República são essenciais para definir a posição do órgão acusador sobre as investigações conexas.
Fala de Moraes
Durante a sessão, Moraes questionou o que estaria sendo votado no plenário. Afirmou que a pet 16.662 tem um pedido de nulidade do processo e arquivamento dele, por parecer da PGR, e nada além disso, como pedidos da Polícia Federal.
Se o plenário entender pela não extinção da petição, ele deve devolvê-la à Procuradoria-Geral da República; senão, o plenário vai atuar de ofício.Alexandre de Moraes
Moraes também questionou se André Mendonça, anterior relator, poderia votar nesta questão. André votou contra a redistribuição e adiamento do julgamento. Os ministros divergiram sobre se o relatório produzido pela Polícia Federal teria validade, e Moraes questionou por que o documento ficou meses sem movimentações e só foi divulgado em setembro, em determinação de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Em seu voto, a ministra Carmen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro e se disse triste e consternada pela sessão. Também pediu desculpa se foi omissa na condução dos casos que envolvem os ministros. No final, ela disse que respeita o pedido de vista de Dino e não leria seu voto.
O que acontece em caso de empate?
A medida aprovada pelo STF em 2009 confere ao presidente da Corte a atribuição de proferir voto de qualidade em decisões do Plenário em caso de empate. No entanto, só pode acontecer quando a matéria for urgente e houver ministros ausentes em virtude de impedimento, de suspeição, de vaga em aberto ou de licença médica superior a 30 dias.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
JOSé CARLOS FERREIRA
José Carlos Ferreira es corresponsal de Prensa Mercosur en Río de Janeiro, Brasil, con posibilidad de desarrollar su labor periodística en todo el territorio brasileño. Cuenta con experiencia profesional en comunicación y medios, vinculada a WBP Brasil y Rede Globo de Televisão, y posee especial interés en política, noticias regionales, reportajes y entrevistas. Su incorporación fortalece la presencia de Prensa Mercosur en Brasil, aportando experiencia, contenidos y una mirada cercana a la realidad brasileña para informar y conectar al país con la agenda del Mercosur.
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