
O Espírito Santo deve registrar 1.330 novos casos de câncer de mama e do colo do útero em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total, 950 são de câncer de mama e 380 de câncer do colo do útero. No Brasil, a previsão é de 97.920 novos casos dos dois tipos de tumor neste ano.
Os números reforçam a importância da prevenção, do acompanhamento de rotina e da investigação de possíveis alterações. Embora tenham características diferentes, os dois tipos de câncer podem não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que torna importante a realização dos exames de rastreamento recomendados para cada mulher.
“Os números mostram a dimensão que o câncer de mama e o câncer do colo do útero ainda representam para a saúde das mulheres. Por isso, é importante que a informação esteja acompanhada de acesso ao cuidado, desde a prevenção e o acompanhamento de rotina até a investigação de qualquer alteração”, afirma o ginecologista Gustavo Barison, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Mortes por câncer no Espírito Santo
Dados do Ministério da Saúde mostram que o câncer de mama provocou 410 mortes no Espírito Santo em 2025. No Brasil, foram 21.848 óbitos pela doença no mesmo período.
Em 2026, os registros disponíveis contabilizam 261 mortes por câncer de mama no Estado e 13.622 no país.
Já o câncer do colo do útero provocou 185 mortes no Espírito Santo em 2025, dentro de um total de 7.455 óbitos no Brasil. Em 2026, o painel registra 100 mortes pela doença no Estado e 4.567 no país.
Os números de 2026 correspondem aos registros disponíveis no painel do Ministério da Saúde e podem não representar o total de mortes do ano.
Exames ajudam a identificar alterações
A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama. Entre os sinais que merecem avaliação médica estão caroços na mama ou na axila e alterações na pele ou no mamilo.
Para prevenir o câncer do colo do útero, os exames incluem o teste de DNA-HPV e, conforme as recomendações, o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau. Sangramento vaginal anormal e dor pélvica persistente também devem ser investigados.
A presença desses sinais não significa necessariamente que exista um câncer, mas é importante procurar avaliação profissional para identificar a causa.
“O cuidado com a saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. O rastreamento é essencial justamente porque essas doenças podem permanecer assintomáticas nas fases iniciais”, destaca Barison.
O especialista orienta que as mulheres realizem os exames recomendados de acordo com a faixa etária e o histórico de saúde, além de manter o acompanhamento profissional para investigar possíveis alterações e orientar os cuidados necessários.
https://eshoje.com.br/saude/2026/10/es-preve-13-mil-cancer-mama/
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