
A União Europeia (UE) apresentou um novo plano para o Ártico que amplia o foco em segurança militar e competição geopolítica, em contraste com o documento de 2021, que se concentrava principalmente nas mudanças climáticas e na poluição, segundo uma minuta citada pela imprensa.
O crescente interesse pela região se deve também à sua importância econômica e comercial. O degelo abre novas possibilidades para rotas marítimas e o acesso a minerais estratégicos. Ao mesmo tempo, veículos de imprensa indicam que as viagens pela Rota Marítima do Norte chegaram a 133 em setembro, cerca de quatro vezes o número registrado no mesmo mês de 2022.
Especialistas citados pelo jornal Global Times avaliam que a abordagem europeia reflete uma postura ambivalente: a UE busca maior autonomia frente às ações dos EUA, mas evita um confronto direto com Washington, apontando Pequim e Moscou como concorrentes regionais.
As tensões transatlânticas se intensificaram devido às aspirações de Trump em relação à Groenlândia. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reconheceu que a disputa pela Groenlândia deixou sequelas na confiança entre a Europa e os EUA. Ela comparou o dano à aliança a um vaso quebrado: pode ser consertado, mas nunca mais voltará a ser o mesmo.
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