
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ingressou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e aliados, acusando-os de disseminarem notícias falsas sobre o ato que ocorreu na Avenida Paulista no último domingo, 11.
Na ação, que foi distribuída por sorteio para o ministro Marco Aurélio Belizze Oliveira, a campanha petista pede que os vídeos sejam retirados do ar e que os acusados recebam uma multa de 30.000 reais cada.
Além de Flávio Bolsonaro, foram demandados na representação o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e os recém-eleitos para a Câmara Rony Gabriel (Podemos-RS) e Lucas Pavanatto (PL-SP), o próprio Partido Liberal e o coach Pablo Marçal, que decidiu entrar na campanha do senador.
A campanha de Lula afirma que eles replicaram nas redes sociais vídeos e conteúdos que associam “os participantes da manifestação a depredações do patrimônio público, consumo de drogas e suposta defesa de movimentos terroristas, generalizando condutas pontuais e atribuindo-lhes caráter representativo do ato, sem demonstrar a veracidade ou a abrangência dessas imputações”.
Uma dessas publicações, por exemplo, mostra uma jovem de cabelos curtos e vermelhos consumindo um entorpecente que, em tese, pode ser cocaína. O vídeo, que foi replicado por Pavanatto, Gabriel, Marçal, Nikolas e Flávio, é de uma manifestação no Chile que aconteceu no último sábado, 10.
“Observa-se, assim, a fabricação de conteúdo falso pelo representado e, mais grave ainda, transforma imagens de cidadãos que participavam de uma mobilização política em instrumento de desqualificação coletiva em desfavor de Luiz Inácio Lula
da Silva e em favor de Flávio Nantes Bolsonaro”, diz trecho da representação.
Apesar do protesto da campanha de Lula, o ato na Avenida Paulista deixou um rastro de destruição em estações do metrô paulistano. De acordo com o Metrô, foram danificadas cinco coberturas de acesso e que as entradas das estações, assim como alguns corrimãos, foram adesivados e pichados.
A ação do PT se refere a esses episódios como condutas “individuais”, que não caracterizam a manifestação como um todo. Além da remoção dos conteúdos e do pagamento da multa, a campanha petista também quer que os acusados fiquem proibidos de publicar novos vídeos, fotos ou textos com o mesmo teor.
https://veja.abril.com.br/politica/campanha-de-lula-aciona-o-tse-e-aponta-fake-news-sobre-o-ato-na-paulista/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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