
No Dia Mundial do Turismo, celebrado hoje, 27 de setembro, o mundo volta os olhos para o setor que movimenta economias, promove culturas e aproxima países.
A atividade turística fortalece a presença internacional dos países e abre espaço para os menos conhecidos. Viajar pelo mundo nunca foi apenas uma questão de lazer, tornou-se uma poderosa atividade econômica e um instrumento de aproximação entre os povos. O setor ultrapassa fronteiras e aproxima povos, culturas e economias; além de gerar empregos e renda. A atividade movimenta diversos setores e é também uma importante ferramenta de aproximação entre países.
Hotéis, restaurantes, companhias aéreas, museus, parques, eventos, comércio e serviços formam uma extensa cadeia que movimenta economias e cria inúmeras oportunidades. São instrumentos de aproximação entre sociedades e podem abrir portas para negócios, investimentos e intercâmbios.
Do patrimônio europeu às praias brasileiras, o turismo movimenta economias, aproxima sociedades e amplia a presença dos países no cenário internacional O setor nos faz lembrar que a gastronomia, os vinhos, a música, o patrimônio, os festivais, a arquitetura e a hospitalidade são elementos que ajudam a apresentar um país ao mundo. Uma viagem pode criar vínculos culturais, estimular intercâmbios e aproximar pessoas.
Turismo Internacional: Um mundo em movimento
A Europa permanece como um dos grandes polos turísticos do planeta. França, Espanha, Itália, Grécia e Portugal combinam patrimônio histórico, gastronomia, arte, vinhos, praias e experiências culturais. Na Ásia, Japão, China, Tailândia, Índia e Indonésia apresentam uma combinação de tradições milenares, grandes centros urbanos, gastronomia, templos e paisagens naturais.
O Oriente Médio ganhou uma nova dimensão turística com investimentos em infraestrutura, hotelaria e grandes eventos. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita estão entre os países que vêm ampliando sua oferta internacional.
Nas Américas, Estados Unidos, México, Canadá e Brasil oferecem produtos que vão do turismo urbano e de negócios ao ecoturismo, praias, gastronomia e patrimônio cultural.
Brasil: natureza, cultura e diversidade
O Brasil ocupa posição singular no mapa turístico mundial pela combinação de Amazônia, praias, patrimônio histórico, gastronomia, música, festas populares e biodiversidade.
**Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Foz do Iguaçu, Amazônia, Pantanal, Fernando de Noronha, Florianópolis, Gramado e Brasília** representam diferentes possibilidades — do ecoturismo ao turismo cultural, gastronômico, de negócios e de eventos.
O setor também possui peso expressivo na economia brasileira. Segundo o WTTC, a atividade de Viagens e Turismo movimentou cerca de **US$ 167 bilhões na economia brasileira em 2024**, enquanto os gastos de visitantes internacionais chegaram a aproximadamente **US$ 7,2 bilhões**. Para 2025, o conselho projetava contribuição de US$ 167,6 bilhões ao PIB brasileiro e 8,2 milhões de empregos apoiados pelo setor.
Os principais mercados emissores para o Brasil foram Argentina, Chile, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai, responsáveis conjuntamente por 65% do fluxo internacional de 2025. Serviços e Informações do Brasil
Entre os destinos brasileiros de maior projeção internacional estão:
Rio de Janeiro – Cristo Redentor, Pão de Açúcar, praias e Carnaval.
São Paulo – gastronomia, cultura, negócios e eventos internacionais.
Salvador – patrimônio histórico, música, culinária e cultura afro-brasileira.
Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu e turismo de natureza.

Amazônia – biodiversidade, turismo de experiência e ecoturismo.

Florianópolis – praias, natureza e turismo de lazer.

Gramado e Serra Gaúcha – enoturismo, gastronomia e turismo de inverno.
Brasília – arquitetura modernista, patrimônio cultural e turismo cívico e diplomático.
O desempenho continuou positivo em 2026: entre janeiro e julho, mais de 4 milhões de turistas internacionais chegaram ao Brasil por via aérea, alta de 12% sobre o mesmo período de 2025. Considerando todas as vias de entrada, foram 5,87 milhões de chegadas no período.
Brasília: Turismo e diplomacia
No mapa brasileiro, Brasília possui uma característica particular. Além de ser Patrimônio Cultural da Humanidade, a capital reúne arquitetura modernista, turismo cívico, cultura, gastronomia, negócios e diplomacia. Embaixadas, organismos internacionais, eventos, congressos e encontros multilaterais fazem da capital um destino que combina turismo e relações internacionais.
Turismo em números
Os números mostram a dimensão desse fenômeno. Em 2025, foram registradas 1,54 bilhão de chegadas internacionais com pernoite no mundo, segundo o World Travel & Tourism Council (WTTC). No mesmo ano, Viagens e Turismo contribuíram com US$ 11,6 trilhões para a economia mundial, equivalentes a 9,8% do PIB global, e sustentaram cerca de 376 milhões de empregos.
As perspectivas permanecem de expansão. Para 2026, o WTTC estima que Viagens e Turismo poderão contribuir com **US$ 12 trilhões para a economia mundial e sustentar 376 milhões de empregos.
Destinos além do óbvio
Países pouco visitados que merecem entrar no mapa
O turista contemporâneo procura cada vez mais experiências personalizadas. Além dos grandes cartões-postais, crescem o interesse por ecoturismo, turismo cultural, gastronomia, enoturismo, bem-estar, aventura, turismo de luxo e destinos menos conhecidos.
Essa transformação abre espaço para países que ainda não fazem parte dos grandes circuitos internacionais. Geórgia, Butão, Eslovênia, Moldávia, São Tomé e Príncipe, Albânia, Suriname e Guiana, entre outros, apresentam patrimônios naturais e culturais que podem ampliar a diversidade do mapa turístico mundial.
Ao mesmo tempo, o crescimento traz desafios. Infraestrutura, conectividade, preservação ambiental, gestão dos destinos e qualificação profissional tornam-se fundamentais para que o aumento do fluxo de visitantes seja acompanhado por benefícios econômicos e sociais.
“12 destinos fora do radar”

Butão — Himalaia
Mosteiros, montanhas e uma cultura profundamente preservada. O país é conhecido por uma política turística voltada à sustentabilidade e a experiências de menor impacto.
São Tomé e Príncipe — África
Ilhas tropicais, florestas, praias, plantações de cacau e arquitetura colonial. Um dos destinos mais interessantes para quem busca natureza e tranquilidade.
Albânia — Europa
Riviera albanesa, montanhas, cidades históricas e gastronomia mediterrânea. O país ainda recebe menos visitantes que seus vizinhos mais famosos.
Armênia — Cáucaso
Um dos países mais antigos do mundo cristão, com mosteiros, montanhas, gastronomia e uma história milenar.

Geórgia — Cáucaso
Tbilisi, montanhas do Cáucaso, gastronomia e uma extraordinária tradição vinícola. A produção em qvevri, método tradicional reconhecido pela UNESCO, é um dos grandes diferenciais.
Lesoto África Austral
Encravado na África do Sul, é conhecido como o “Reino nas Montanhas”. Destaca-se pelas paisagens, cultura basotho e turismo de aventura.
Moldávia — Europa Oriental
Um destino especialmente interessante para os amantes do vinho. Suas enormes adegas subterrâneas, como Cricova e Mileștii Mici, estão entre as atrações mais singulares da Europa.
Suriname — América do Sul
Paramaribo, patrimônio colonial, floresta amazônica e uma extraordinária diversidade cultural fazem do país um dos destinos menos conhecidos da América do Sul.

Eslovênia — Europa Central
Lagos, montanhas, cavernas, pequenas cidades históricas e gastronomia. Ljubljana e o Lago Bled são alguns dos seus cartões-postais.
Guiana — América do Sul
Florestas, rios, cachoeiras e natureza praticamente intocadas. A Cachoeira Kaieteur é uma das grandes atrações naturais do país.

Vanuatu-Pacífico.
Arquipélago de águas cristalinas, vulcões, cultura tradicional e praias, ainda distante das grandes rotas do turismo internacional.
Cazaquistão — Ásia Central
Paisagens de estepes, montanhas, lagos e cidades modernas. Almaty e Astana mostram duas faces muito diferentes do país.

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