
A expansão das stablecoins lastreadas no dólar pode reforçar a posição dos Estados Unidos no sistema financeiro internacional, mesmo diante dos movimentos de desdolarização, avaliou Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e comentarista do quadro Capital Sustentável, nesta quarta-feira (21) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Na análise de Carlo Pereira, o avanço da tokenização de ativos e das moedas digitais privadas favorece a demanda pela moeda americana. “O que a gente vê é que 94% das stablecoins existentes estão atreladas ao dólar”, afirmou, ao observar que os ativos usados como reservas incluem títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos, na verdade, se fortalecem porque essas moedas estão usando exatamente o dólar como lastro”, disse Carlo Pereira. O especialista relacionou esse cenário à disputa econômica entre grandes potências e às iniciativas de países que procuram reduzir a dependência do dólar.
Blockchain, descentralização e fiscalização
O comentarista lembrou que o bitcoin surgiu após a crise financeira de 2008, em meio à perda de confiança no sistema bancário. Segundo ele, a proposta de realizar transferências sem a intermediação tradicional se apoia no blockchain, tecnologia que mantém registros das operações.
Para Carlo Pereira, a possibilidade de rastrear movimentações não elimina as dificuldades de fiscalização de um mercado descentralizado. “Como é descentralizado, não necessariamente você vai monitorar”, explicou, ao comentar o uso de ativos digitais tanto em operações regulares quanto em atividades ilícitas.
O especialista também contestou a percepção de que as criptomoedas servem principalmente ao crime. “Tem um preconceito muito grande para com elas”, afirmou. Ele estimou que no máximo 1% das operações seja ilícito, ressalvando que, pelo volume financeiro movimentado, essa parcela ainda é relevante.
Regras brasileiras e velocidade das operações
Na entrevista, Carlo Pereira destacou a importância de exigir que plataformas de negociação de criptoativos, inclusive estrangeiras que operam no Brasil, se adequem às normas locais. Para ele, essa estruturação pode ampliar a proteção dos usuários e a capacidade de acompanhamento das transações.
“Isso traz mais segurança”, disse o comentarista, ao citar tanto a integridade do sistema quanto a arrecadação tributária. Segundo ele, grande parte dos recursos movimentados por investidores e empresas já é declarada e regularizada.
Por outro lado, Carlo Pereira questionou uma regra mencionada na entrevista que, segundo sua descrição, exigiria a retenção por 24 horas de transferências superiores a US$ 10 mil. O especialista argumentou que medidas desse tipo podem comprometer uma das principais vantagens dos ativos digitais: a liquidação rápida.
“A graça do Pix é ser imediato. Então, a graça dessas moedas é isso também, ser imediato”, afirmou Carlo Pereira. Para o comentarista, o desafio da regulação é combater o crime organizado e garantir tributação adequada sem eliminar os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia.
https://timesbrasil.com.br/investimentos/stablecoins-podem-fortalecer-dolar-na-disputa-global/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★A UE teria uma política 'ambivalente e ansiosa' em relação ao Ártico
- ★Ucrânia perde posições de negociação devido à falta de legitimidade de seu líder, diz analista
- ★Rússia se aproxima da vitória no conflito ucraniano, vencendo tanto Kiev como Ocidente, opina especialista
- ★Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 22/10/2026
- ★Cooperação russo-chinesa em justiça ganha importância em meio ao salto do comércio bilateral, diz juiz russo



















