
O ouro fechou em forte queda nesta quinta-feira (22), e atingiu o menor nível em três meses, pressionado pela alta do petróleo e pelas perspectivas de manutenção dos juros dos Estados Unidos em patamares elevados por mais tempo. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), os contratos futuros do metal com vencimento em dezembro recuaram 2,16%, encerrando a sessão cotados a US$ 4.060,4 por onça-troy. A desvalorização persistiu ao longo de todo o pregão, e a cotação atingiu o menor patamar desde julho.
A prata apresentou perdas ainda mais acentuadas. Os contratos para dezembro caíram 4,7%, para US$ 55,007 por onça-troy, atingindo o nível mais baixo desde novembro de 2025. A pressão sobre o metal também foi associada à desaceleração da demanda econômica e ao seu uso industrial, que aumenta a vulnerabilidade dos preços diante de uma redução da atividade manufatureira. Segundo o Zaye Capital Markets, essas características fazem com que a prata sofra uma pressão maior do que o ouro.
A alta do petróleo está entre os fatores que influenciam o desempenho dos metais preciosos, pois alimenta as expectativas de inflação e a perspectiva de manutenção dos juros americanos em níveis elevados por um período prolongado. De acordo com a Capital.com, uma eventual queda do ouro abaixo de US$ 4 mil por onça-troy representaria uma mudança nas expectativas do mercado. Nesse cenário, os investidores deixariam de considerar um alívio nos juros dos Estados Unidos e passariam a avaliar um ambiente de inflação persistente, rendimentos elevados e fortalecimento do dólar, combinação considerada desfavorável ao metal.
Os indicadores do mercado de trabalho americano também estiveram no radar dos investidores. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira uma redução nos pedidos de auxílio-desemprego. Segundo o HFE, o resultado indica solidez do mercado de trabalho do país. Apesar desse dado, a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) manter os juros inalterados na reunião da semana seguinte era de 95%, conforme a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Apesar da queda recente, o Swissquote avalia que períodos de desvalorização podem representar oportunidades para investidores com horizonte de longo prazo ampliarem suas posições em ouro. A instituição fundamenta essa perspectiva na expectativa de inflação estruturalmente mais elevada, na persistência da incerteza geopolítica e nos movimentos de diversificação do setor público para reduzir a dependência do dólar. Na avaliação do Swissquote, esses fatores continuam a sustentar as perspectivas para o metal precioso no médio e no longo prazo.
https://timesbrasil.com.br/investimentos/ouro/ouro-fecha-em-queda-de-216-e-atinge-menor-nivel-em-tres-meses/
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