
Sob proteção do governo do canibal Donald Trump, o senador Flávio “Rachadinha” Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com o irmão Eduardo “Bananinha” Bolsonaro na Flórida, no país Estados Unidos (EUA), em 27 de outubro. Os dois discutem os próximos passos após a fuga do candidato derrotado, segundo aliados ouvidos pelo monopólio de imprensa CNN Brasil.
Flávio chegou acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas, que também se encontraram com a família de Eduardo. O encontro foi noticiado pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, e confirmado pela correspondente do SBT em Washington, Patrícia Vasconcellos, com fontes ligadas ao senador.
“Rachadinha” planeja conceder uma entrevista coletiva para explicar por que deixou o Brasil depois de prometer permanecer no País. A previsão inicial transmitida por aliados é de um pronunciamento ainda nesta semana, possivelmente em Washington, já nesta quarta-feira, 28 de outubro. A conversa com jornalistas integra os movimentos discutidos após sua chegada ao EUA.
O acolhimento foi preparado enquanto ainda corria o prazo para entregar os passaportes. Um assessor de Trump afirmou à CNN que autoridades ianques sabiam, na segunda-feira (26), que Flávio tinha cerca de 24 horas para apresentar os documentos e lhe garantiram que poderia entrar no EUA. Segundo esse interlocutor, o próprio Trump autorizou a entrada. O Departamento de Estado confirmou que emitirá vistos para o senador e seus familiares.
Naquele dia, Flávio assegurara que entregaria os passaportes e organizaria a oposição ao governo Luiz Inácio (PT) no Brasil. Descumpriu a ordem de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também o proibiu de deixar o País. A Polícia Federal (PF) cancelou os documentos comum e diplomático depois de vencido o prazo.
Reunião na base da articulação contra o Brasil
Eduardo está instalado no EUA desde fevereiro de 2025, de onde articulou sanções econômicas, restrições de vistos e pressões contra instituições brasileiras para tentar salvar o pai. Durante sua permanência no exterior, foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo e perdeu o mandato de deputado por excesso de faltas.
Após a derrota presidencial do irmão, “Bananinha” voltou a pedir que governos estrangeiros não reconhecessem a vitória petista, em vídeo divulgado em inglês. Enquanto isso, Trump renovou as acusações de fraude contra a eleição brasileira, sem apresentar provas, e seu governo garantiu abrigo ao candidato bolsonarista.
A chegada de Flávio reúne os irmãos na estrutura de articulação com o imperialismo ianque que já operava contra o Brasil. Essa atuação conserva uma base interna ampliada: o resultado eleitoral fortaleceu a extrema direita e consolidou a hegemonia do clã Bolsonaro sobre a direita, apesar da derrota presidencial. A fuga preserva o herdeiro para continuar essa ofensiva a partir do território da superpotência hegemônica única que o protege.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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