
O Autódromo José Carlos Pace recebeu a edição de 2026 do Festival Interlagos em um cenário bem diferente dos salões automotivos convencionais. Em sua quinta edição, o evento paulistano consolidou de vez uma dinâmica que vinha sendo desenhada nos últimos anos. O asfalto onde antes desfilavam quase exclusivamente as montadoras tradicionais europeias e norte-americanas transformou-se no palco central da ofensiva das fabricantes chinesas.
Em vez de aparições pontuais ou protótipos distantes da realidade, o que se viu foi uma apresentação real de estratégias de negócios. Em sua maioria, voltadas para abocanhar fatias expressivas do mercado nacional.
A presença maciça dessas empresas reflete uma terceira fase da chegada de capitais automotivos da China ao Brasil. Entre 2017 e 2023 a Caoa Chery realizou o trabalho pioneiro de desarmar a desconfiança inicial do consumidor. Logo em seguida, BYD e GWM consolidaram a tração dos carros eletrificados com números inéditos. Agora, a temporada de 2026 abre espaço para uma pulverização de novos nomes dispostos a brigar por volume.
Fabricantes e marcas como Baic, DFM, IM Motors e Icaur dividiram os holofotes com planos de investimento que combinam expansão rápida de concessionárias, redução no tempo de homologação e tabelas de preços pensadas para pressionar as fabricantes instaladas há décadas no país.
Muito barulho, pouca dispersão de receita
Os balanços financeiros mostram que o avanço chinês precisa ser lido com atenção redobrada aos números reais. Um estudo detalhado conduzido pela K.Lume Consultoria traz uma radiografia desse movimento no país nos últimos anos.
O total de emplacamentos de marcas com controle ou origem chinesa saltou de 169.304 unidades em 2024 para 244.913 veículos em 2025. Esse avanço representa uma expansão de 44,7% em apenas um ano. Um número muito superior, portanto, aos 2,4% de alta registrados pelo mercado geral de automóveis no mesmo intervalo.
Apesar da curva ascendente e da sensação generalizada de que o consumidor foi tomado por uma onda incontrolável, os analistas da consultoria apontam para um grau de concentração operacional que chama atenção.
Os dados compilados revelam que o trio formado por BYD, Caoa Chery e GWM, ao lado de suas respectivas divisões, concentrou 93,6% de todas as vendas de carros de passeio e comerciais leves chineses no Brasil em 2025. Se a conta incluir mais duas fabricantes (Omoda & Jaecoo e Geely) que figuram logo na sequência, o índice chega a 98% do volume transacionado.
De acordo com a consultora Maía Martins, da K.Lume, a realidade mostra que o mercado cresce, mas de forma afunilada em poucas mãos. O levantamento identificou que o Brasil contava com 20 marcas ou divisões de origem chinesa vendendo, testando ou homologando modelos em 2024.
No encerramento de 2025, esse número subiu para 38 empresas registradas. A maioria desse grupo novo, contudo, ainda sobrevive em um patamar comercial inferior a 1.500 unidades anuais. São companhias que testam a receptividade do público e buscam ocupar brechas pontuais, mas que operam sem escala de produção local. Ou seja, sem logística integrada de reposição e sem redes estruturadas de assistência pós-venda.
O gap e a entrada
O economista e sócio da consultoria, Milad Kalume Neto, ressalta que essa fatia do mercado foi ocupada com agilidade graças a pacotes de produtos que aliaram conteúdo tecnológico, equipamentos de série e preços competitivos, aproveitando o atraso da indústria estabelecida na transição tecnológica.
No entanto, o consultor pondera que o ecossistema ainda permanece restrito a poucas marcas com musculatura real. Qualquer alteração abrupta nas regras de tributação de importados, oscilações no câmbio ou movimentos de contra-ataque das montadoras tradicionais pode reduzir essa presença com a mesma velocidade em que ela surgiu.
O recorte setorial da K.Lume traz ainda outro dado. O foco dos chineses permanece quase integralmente ancorado nos automóveis de passeio, que responderam por 98,4% dos emplacamentos de 2025, somando 241.068 carros.
O segmento de comerciais leves dessas marcas chinesas, por outro lado, começou a ensaiar seus primeiros passos. As vendas da categoria passaram de 1.213 unidades em 2024 para 3.845 unidades em 2025, acusando uma alta de 217%. Os comerciais leves são veículos voltados para o transporte de carga ou de múltiplos passageiros, com peso bruto total (PBT) de até 3.500 kg. A categoia inclui picapes, furgões e vans de passageiros.
Mesmo assim, trata-se de uma fatia ainda modesta do total negociado nas concessionárias brasileiras, que tem a Fiat Strada como líder. Em 2025, por exemplo, a picape teve 142.891 unidades emplacadas.
Ex-GWM
O Festival Interlagos serviu de vitrine para transformar nomes até então conhecidos apenas por especialistas da indústria global em promessas para o comprador brasileiro.
A Baic (sigla de Beijing Automotive Industry Corporation) é uma gigante estatal chinesa que mantém parcerias industriais com a Mercedes-Benz e a Hyundai na Ásia. Agora, ela oficializou sua entrada no mercado brasileiro com a meta de figurar entre as cinco montadoras com maiores volumes de vendas no país até o exercício de 2030.
A operação nacional está sob o comando do COO Oswaldo Ramos, executivo que atuou diretamente na consolidação comercial da GWM no Brasil. O planejamento prevê a abertura inicial de 30 a 50 concessionárias ainda este ano. Já a projeção é alcançar 150 pontos de venda até o final de 2027.
Nacionalização como foco
Para viabilizar as metas de volume comercial e mitigar o impacto da alíquota de 35% do imposto de importação, o grupo estrutura uma operação de produção integral no Brasil. O conselho diretor descartou a montagem por meio de kits importados, sob os regimes CKD ou SKD, estabelecendo como foco a nacionalização plena de sua linha.
O projeto industrial, atualmente em fase de aprovação pela matriz asiática, opera com duas frentes. De um lado, há a aquisição ou parceria envolvendo uma planta fabril preexistente. De outro, há uma construção de um complexo industrial próprio desde a etapa fundiária. Como base para o desenvolvimento de engenharia local, a empresa estabeleceu um acordo técnico com a Bosch para a criação de um motor com tecnologia híbrida flexível.
Essa fábrica será responsável por abastecer suas lojas com os produtos das marcas Arcfox e Baic. Já a introdução da divisão de luxo Stelato fica programada para uma segunda etapa de expansão. Toda essa estrutura fabril dará suporte ao cronograma de lançamento de dez modelos até 2030, mesclando SUVs e compactos.
Um avanço em várias frentes
A estratégia comercial determinou um teto financeiro de R$ 200 mil para os primeiros veículos a desembarcarem no país. Assim, ela ataca simultaneamente as fatias de mercado ocupadas pelos elétricos de entrada e pelos SUVs tradicionais a combustão.
A ofensiva de produtos será iniciada pela linha Arcfox, começando com o crossover elétrico Arcfox T1, posicionado na faixa de R$ 150 mil. O modelo disputará participação contra os elétricos urbanos consolidados e entrantes, como BYD Dolphin, Geely EX2 e GWM Ora 03, mas também contra os utilitários compactos, a exemplo de Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.
Na faixa de precificação superior, próximo ao limite de R$ 200 mil, a empresa comercializará o Arcfox T5. O modelo, homologado com 660 km de alcance no ciclo de testes NEDC (europeu), entrará na disputa dos SUVs médios elétricos para enfrentar concorrentes como o BYD Yuan Plus e o GAC Aion Y.
Para os anos seguintes, o cronograma de expansão mira as categorias de maior volume, já com os veículos que carregam a bandeira Baic. A partir de 2027, a estratégia soma ao mercado brasileiro dois novos utilitários e uma picape, com destaque para a introdução do SUV B30.
O ciclo para esta década se encerra em 2028 com o lançamento de mais cinco veículos. O foco dessa última etapa recairá sobre o utilitário médio X55, esperado para estrear a nova propulsão híbrida flexível desenvolvida no Brasil. A missão do X55 será disputar o mercado diretamente com os líderes do segmento médio. Caso, por exemplo, do Jeep Compass e do Toyota Corolla Cross, além de medir forças com outras apostas asiáticas, como o estreante Caoa Changan CS75.
Onze carros e nenhum segredo
No mesmo corredor de novidades, a DFM, pertencente ao grupo Dongfeng Motor Corporation, revelou um pacote que pretende driblar a desconfiança de ser apenas uma importadora passageira.
O projeto da empresa envolve a chegada de 11 modelos em diferentes faixas de mercado. Além disso, prevê o credenciamento, a abertura de 60 concessionárias distribuídas pelo território nacional. E ainda a execução de estudos técnicos de viabilidade para estabelecer linhas de produção fabril no país a médio prazo.
No mercado doméstico chinês, a Dongfeng é uma das quatro maiores montadoras estatais. Detentora de um amplo portfólio de joint ventures, ela inclusive possui operações em veículos de frotas e eletrificados urbanos.
Aposta na customização e nome anti-processo
Quem também utilizou o evento de Interlagos para selar um novo ciclo foi a Icaur, submarca do grupo Chery totalmente focada em veículos elétricos. Sua proposta é voltada para SUVs de visual mais “quadradão”, com pegada aventureira (off-road) e forte apelo tecnológico. O desenvolvimento de muitos desses carros envolve parcerias com gigantes da tecnologia chinesa, como a Zhimi (subsidiária da Xiaomi).
Os SUVs V23, V25 e V27 se destacam no mercado chinês por terem uma arquitetura pensada para a customização. Com isso, permite que o cliente adicione uma infinidade de acessórios diretamente da linha de montagem.
Mas vale destacar uma curiosidade. A adoção do nome iCaur no mercado brasileiro (em substituição à grafia original iCar utilizada na China) resulta de uma decisão preventiva do grupo Chery pela segurança jurídica e comercial. Ela evita conflitos de registro de propriedade intelectual em associação direta com o antigo projeto de veículo da Apple. Isso além do fato de a operação local Caoa Chery já ter comercializado um subcompacto batizado como iCar no Brasil entre os anos de 2022 e 2023. Apesar da alteração gráfica, a montadora determinou que a pronúncia permanecerá como iCar.
MG traz uma nova marca premium
No segmento premium, a movimentação de maior destaque partiu do grupo MG Motor, que escolheu Interlagos para formalizar a introdução de sua submarca de luxo, a IM Motors. Com isso, ela apresenta ao público brasileiro o modelo IM6.
O veículo, um SUV elétrico de grande porte com 4,90 metros de comprimento e 2,95 m de distância entre os eixos, o que lhe garante um amplo espaço interno. Ele foi posicionado com ficha técnica de superesportivo: entrega 767 cavalos de potência máxima e 81,7 kgfm de torque instantâneo. Em testes, o modelo marca a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 3,5 segundos, atingindo velocidade máxima de 305 km/h.
A homologação do IM6 atesta 5 estrelas no protocolo europeu de segurança do Euro Ncap e uma autonomia de 400 km no padrão do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro.
Entre os diferenciais técnicos, há um sistema de esterçamento nas quatro rodas, amortecedores com controle ativo e suspensão adaptativa. Além disso, dispões de uma cabine dominada por telas que somam 26,3 polegadas no painel principal e 10,5 polegadas em um console auxiliar. O cronograma do grupo prevê o início das entregas comerciais do SUV no mercado brasileiro para o final deste ano, mirando diretamente o público que hoje busca marcas consagradas da Alemanha e da Suécia.
A reação das pioneiras: picapes, reposicionamento e cortes na tabela
Enquanto as estreantes buscavam espaço no radar dos investidores e consumidores, as marcas chinesas que já possuem lastro no país e redes de atendimento em funcionamento não ficaram estáticas.
A BYD, por exemplo, antecipou os primeiros passos do projeto de sua picape compacta Mako, modelo desenvolvido para produção na fábrica de Camaçari, na Bahia. O anúncio ocorreu exatamente na mesma semana em que a Volkswagen apresentou ao mercado os detalhes da Tukan, mostrando que o embate comercial não se limita mais aos sedãs e SUVs, avançando sobre os segmentos utilitários e de trabalho.
A Caoa Chery, por sua vez, adotou um caminho voltado à defesa de margens e de volume de vendas. De forma simultânea às apresentações de Interlagos, a montadora reuniu a imprensa para lançar a reestilização da linha Tiggo 7 equipada com opção de motorização a combustão ou sistema PHEV.
A estratégia focou no choque da precificação: a tabela do modelo foi reduzida para se manter como uma das opções mais atraentes da categoria em custo por pacote de equipamentos. A versão Sport, por exemplo, custa R$ 142 mil, bem abaixo do Jeep Compass.
Outras marcas consolidadas na Ásia completaram a movimentação em Interlagos. A GWM organizou a pré-estreia nacional do Tank 400 no autódromo paulistano, que embora ainda não tenha preço divulgado busca ampliar o leque da sua submarca especializada em tração fora de estrada.
A Jetour exibiu os traços definitivos do modelo G700 com foco em famílias que buscam amplo espaço interno, enquanto a GAC aproveitou para expor seu amplo portfólio à venda no país.
Marcas tradicionais e consagradas preferiram ficar de fora do evento: Audi, Chevrolet, Citroën, Nissan, Hyundai, Porsche, Mercedes-Benz e Volkswagen, entre outras.
O impacto direto na precificação de novos e no mercado de usados
A expansão dessa oferta agressiva afeta diretamente a formação de preços de todo o ecossistema de vendas de veículos novos e seminovos no Brasil. Especialistas apontam que a chegada contínua de novos competidores retira a margem de manobra das montadoras tradicionais. Estas passariam a adotar políticas contínuas de bonificação de concessionárias e reduções de juros no financiamento de fábrica. Além de descontos diretos na nota fiscal para tentar conter a pulverização da clientela.
Frederico Zornig, presidente-executivo da consultoria Quantiz Pricing Solutions, pontua que a entrada das fabricantes asiáticas transformou as regras da precificação automotiva no país. O desafio das fabricantes tradicionais passou a ser o equilíbrio diário entre proteger a lucratividade de suas operações. Além disso, evitar a perda de fatias de mercado que poderiam comprometer suas escalas industriais. A chamada guerra de preços, intensificada a cada trimestre, estabelece um ambiente competitivo. Nele, quem não tiver fôlego de capital para subsidiar a operação corre o risco de ver seus estoques encalhados nos pátios.
Essa pressão sobre a tabela dos veículos zero-quilômetro reverbera de maneira imediata no comércio de carros usados. Sergio Sousa, diretor de tecnologia da empresa de inteligência veicular Infocar, chama atenção para os reflexos desse movimento na rotina dos lojistas e revendedores independentes. Em um mercado em que os carros novos baixam de preço ou ganham versões mais acessíveis a todo instante, a depreciação dos veículos usados acelera.
Diante dessa volatilidade, o monitoramento criterioso de quilometragem, histórico de leilões, apontamentos cadastrais e conferência de débitos tornou-se essencial. Especialmente para que revendedores não adquiram estoques com valores descolados da rápida realidade do mercado.
Giro acelerado
Apesar da volatilidade, os números mostram que os veículos chineses que já circulam com volume pelas ruas encontraram demanda aquecida no segmento de repasse. Um levantamento do Estudo Megadealer de Performance de Veículos Usados, apurado a partir da base de dados transacionais da plataforma Auto Avaliar em 3.089 concessionárias do país, revelou que os eletrificados seminovos de marcas chinesas apresentaram excelente liquidez.
No mês de junho passado, os modelos híbridos e elétricos de BYD e GWM alcançaram um retorno sobre o investimento médio fixado em 129% para os lojistas. Trata-se de um índice consideravelmente superior à média geral do mercado automotivo nacional no mesmo mês, que ficou em 73%.
De acordo com o levantamento, esses modelos registraram um tempo médio de permanência em pátio de 36 dias até a conclusão da venda, indicando giro acelerado. No entanto, a margem bruta média das revendedoras caiu de 10,3% para 10,1% no período. Isso ocorreu, aparentemente, devido a uma queda pequena mas que precisa ser observada em um período mais dilatado.
Um novo discurso
Fábio Braga, responsável pelas operações da Megadealer no Brasil, pontua que os comerciantes têm optado por girar os carros de forma rápida. Com isso, eles abririam mão de frações de margem de lucro para manter o fluxo de caixa saudável.
O presidente da Auto Avaliar, J. R. Caporal, analisa que a dinâmica de concorrência passou por uma virada de chave. De acordo com ele, há uma corrida travada entre as próprias montadoras asiáticas pelo controle do volume de vendas local. Caporal destaca ainda que as marcas chinesas deixaram de focar exclusivamente no discurso de tecnologia sofisticada e telas imensas com apelo de status social para entrar com força na briga dos carros compactos e SUVs de entrada. Trata-se de uma estratégia de alto volume e sensibilidade elástica de preço, na qual a redução imediata da tabela reflete em vendas no mesmo dia
A disputa pela atenção e os desafios dos players
Diante de um portfólio tão numeroso de novas marcas disputando o mesmo consumidor nas concessionárias, o tabuleiro de xadrez do setor automotivo mudou. E transferiu, assim, uma parcela de sua briga para as telas da televisão, para as redes sociais e para os eventos de patrocínio de massa.
O levantamento do Kantar Ibope Monitor referente ao primeiro semestre de 2026 confirma que as montadoras de origem chinesa passaram a responder por cerca de 27% de todos os investimentos publicitários alocados pela indústria automotiva no país. Assim, a média mensal de recursos investidos em campanhas pela categoria cresceu 25% na comparação com o ano de 2025.
Ao analisar a guinada na comunicação, Fabio Tramontano, sócio e cofundador da agência W+E, explica que a enxurrada de lançamentos simultâneos obriga as montadoras a buscarem atalhos eficientes de fixação de marca. Não basta possuir um modelo competitivo ou oferecer condições atraentes de financiamento: é indispensável construir familiaridade e vencer a barreira do desconhecimento em velocidade recorde.
Nesse cenário de disputa pelo comprador de automóveis portanto, a associação estratégica com nomes consagrados do entretenimento e da publicidade tornou-se peça central do plano de negócios. Contratos com embaixadoras de alto reconhecimento popular (atletas, artistas), investimentos em transmissões dos principais campeonatos de futebol e ações contínuas de relacionamento com criadores de conteúdo servem como catalisadores para levar credibilidade a logotipos que o consumidor não via nas ruas até poucos meses atrás.
A fórmula da longevidade
O desafio às novas marcas para os próximos meses, contudo, vai muito além de gerar volume de busca na internet ou engajamento em eventos. Com dezenas de montadoras disputando a mesma base de clientes, a diferenciação entre quem permanecerá de forma sólida e quem terá uma passagem meteórica pelo Brasil será definida pela capacidade financeira de sustentar operações de longo prazo.
Finalmente, a equação passará pela saúde financeira das redes de concessionárias e pelo fornecimento ininterrupto de autopeças de reposição. Isso além do custo de reparabilidade em caso de sinistros e da manutenção dos valores residuais desses automóveis. Tanto nos relatórios das financeiras, quanto nos pátios de seminovos.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
JOSé CARLOS FERREIRA
José Carlos Ferreira es corresponsal de Prensa Mercosur en Río de Janeiro, Brasil, con posibilidad de desarrollar su labor periodística en todo el territorio brasileño. Cuenta con experiencia profesional en comunicación y medios, vinculada a WBP Brasil y Rede Globo de Televisão, y posee especial interés en política, noticias regionales, reportajes y entrevistas. Su incorporación fortalece la presencia de Prensa Mercosur en Brasil, aportando experiencia, contenidos y una mirada cercana a la realidad brasileña para informar y conectar al país con la agenda del Mercosur.
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