
247 – A pioneira chinesa no combate à desertificação, Yin Yuzhen, foi incluída na lista de “100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural”, uma iniciativa global de reconhecimento lançada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). As homenageadas foram celebradas numa cerimônia realizada na quinta-feira (15), na sede da instituição em Roma, como parte do Fórum Mundial da Alimentação deste ano. As informações são do Diário do Povo.
Yin dedicou mais de quatro décadas ao combate à desertificação na região arenosa de Maowusu, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China. Com um plantio persistente de árvores, ela e sua família transformaram trechos de uma paisagem antes estéril numa vasta área verde, superando condições adversas e areias movediças.
Sua trajetória também deu origem a uma amizade duradoura com o professor norte-americano aposentado Ronald Sakolsky, que, anos atrás, arrecadou 5.000 dólares para apoiar seu trabalho de reflorestamento.
Yin disse que o reconhecimento fortaleceu sua determinação em continuar o trabalho. “Como um cavalo mongol, seguirei em frente com perseverança e determinação, realizando bem o meu trabalho e retribuindo à natureza”, afirmou.
Sentado na plateia, Sakolsky ficou com os olhos marejados ao aplaudir a conquista da amiga. “Yin merece tudo o que recebe. Ela é uma heroína”, disse ele à agência Xinhua.
Durante a cerimônia, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou o protagonismo das mulheres agricultoras. Segundo ele, elas são uma força motriz nos sistemas agroalimentares, desempenhando um papel indispensável na segurança alimentar, na gestão de recursos naturais, no desenvolvimento rural e na resiliência das comunidades.
Em seguida, Qu convidou Sakolsky a se juntar a Yin no palco. Os dois amigos se abraçaram e ergueram o troféu juntos. O diretor-geral observou que, embora Sakolsky não estivesse entre as “mulheres heroínas”, sua “paixão” e “solidariedade” mereciam ser reconhecidas.
Sakolsky expressou gratidão e declarou-se profundamente comovido com a notável conquista de Yin. Ele também incentivou o público a plantar árvores e trabalhar em conjunto para fazer a diferença no meio ambiente.
Lançada pela FAO em celebração ao Ano Internacional da Mulher Agricultora (2026), a iniciativa homenageia 100 mulheres por contribuições excepcionais à agricultura, aos sistemas alimentares e ao desenvolvimento rural. A organização informou ter recebido 609 indicações de 131 países-membros, e o rigoroso processo de seleção incluiu análise de elegibilidade, avaliação pela alta administração e duas rodadas de deliberações.
Além de Yin, as chinesas Yu Jinxiu e Dong Minfang também figuraram entre as “100 Mulheres Heroínas”. Yu é terapeuta de moxabustão no condado de Qichun (província de Hubei), enquanto Dong preside a Cooperativa Profissional de Maquinário Agrícola Fengrui no condado de Yueyang (província de Hunan). Ambas dedicaram anos ao compartilhamento de conhecimentos, ajudando milhares de pessoas a conquistar empregos e abrir os próprios negócios, o que impulsionou a renda de moradores de áreas rurais.
As Nações Unidas designaram 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora para ressaltar a contribuição feminina nos sistemas agroalimentares, promovendo políticas e investimentos que facilitem o acesso dessas produtoras a recursos financeiros, conhecimento e serviços.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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